quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Afinal de contas, quanto vale meu serviço?

Hoje farei algo que contraria meus princípios...vou trocar a pauta prevista! Isto dói ... conforme notado pela Viviane Gueller, colega maratonista, "pô, tu nunca troca de lugar na sala...vamos interagir colega!"...eu prefiro interagir do meu cantinho...sem sobressaltos...afinal...sou contadora...risos.

Mas, vamos ao assunto, ontem tivemos uma aula de negociação muito instigante e foi tocado num assunto delicado, a PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS.

Antes de mais nada, preciso informá-los que a pessoa que deveria ajudá-los nisso é o
contador!...(silêncio constrangido)...Não estão acreditando né!? É sério, aquele cara que só aparece com imposto pra você pagar, que trabalha mais pro governo do que para você...pois é....aquele cara estuda muito mais CUSTO e FINANÇAS do que tributos e...se vocês exigirem/interagirem mais, com certeza conquistarão um aliado poderoso na gestão dos seus negócios. Tá bom... a pergunta que não quer calar... e se ele não quiser fazer estas coisas... me chama oras... I.CON: gente jovem, moderna e bonita ainda por cima (ah...e humilde)!

Focando...para saber quanto vale nosso serviço (¹sem contar impostos e custos variáveis), temos que responder a 3 perguntas básicas:





1) Quanto gasto anualmente para prestar este serviço(G): este item se refere basicamente a custo fixo (estrutura, telefone, etc) e a remuneração que se espera, no nosso caso o pró-labore (aqui deve-se levar em conta o chamado "custo de oportunidade", ou seja, quanto eu ganharia se estivesse em outro lugar fazendo outra coisa).








2) Qual a rentabilidade que espero(i): bom, se estou investindo tempo e dinheiro, preciso ter um ganho sobre isso, no mínimo uma taxa de poupança!








3) Qual a unidade e a quantidade de serviço que consigo prestar(n): este fator é fundamental, pois normalmente o serviço é prestado pelo próprio empreendedor, que precisa se manter em constante atualização, fazer visitas comerciais, atender a familia e quando possível, ficar doente. Então sugiro que se leve em consideração todos estes usos de "tempo" e sejam computados somente os dias/horas, seja lá qual for a unidade escolhida, possíveis de serem "vendidos", ou seja, aqueles de trabalho efetivo/rentável. Veja tabela de vagabundagem anual*.








Voilá, eis a fórmula do sucesso:




Exemplificando:




G = R$ 10.000 + R$ 20.000 (pró-labore....quanto vale meu serviçoo) x 12 meses = R$ 360.000,00




i = 15 % a.a. (que poupança que nada!)




n = 90 dias(cfme. tabela da vagabundagem*) x 6 hs (...nada de muito trabalho) = 540 horas/ano

*Tabela da vagabundagem

Então o custo é = (360.000 x 1,15) / 540 = R$ 766,67 por hora



Com esta UNIDADE DE CUSTO DE SERVIÇO, você pode montar tabelas de acordo com a complexidade ou tempo gasto, depende do seu setor.

Lindo, né? Agora vamos a um choque de realidade: você precisa vender isto e é aí que entra o último e mais importante fator a ser analisado: COMPETITIVIDADE.





Até este momento olhamos apenas para o nosso umbigo, agora precisamos olhar para o mercado e descobrir se o meu preço lindo e maravilhoso está de acordo com a concorrência, se não estiver, tenho apenas duas opções: ou consigo convencer alguém a pagar pelas minhas inconsistências (pró-labore de marajá, carga horária de funcionário público e baixa penetração de mercado) ou caio na real e me adapto para ser mais competitiva.


Ah, tenho uma planilha padrão para fazer simulações, interessados mandem uma mensagem para icon_incubadora@yahoo.com.br apenas com o assunto: CUSTO DE SERVIÇOS, que envio a mesma.





Bom, por enquanto é isso que tenho a partilhar com vocês e semana que vem, se eu não estiver muito saidinha de novo, voltamos ao imposto nosso de cada dia!





¹Impostos, custos variáveis e margem de contribuição são acrescidos através do método de MARKUP, que podemos tratar em outro blog, se houver ibope.





Onília Araújo.

























Nenhum comentário:

Postar um comentário